quarta-feira, 27 de junho de 2012

Coisas que passam





Escuros dias
Cinzas e nublados
Tempestades válidas
Mal sabes de nada
Sente aperto
E corre o desespero
Tropeça e cai
Suspira e sai
Se despede e fica
Entende mas não aceita
Quer mais é viver
Sente tudo e vive depois...


Conta os dias pra sair
Tira roupa do varal
Poe a melhor roupa e sai
Quando parte, sente frio [retorna]
Tenta de novo
E amanhece na cama
Come pouco e desmaia em meio ao vão
Tenta esperar e se apressa mais
Não espera e vai
Quando chega, se desespera
Ele está lá
Partiu...



Detalhes passaram
Detalhes ficaram
Poucas coisas restaram
E quando escolhi
Se foram...



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Muitas verdades...





Um gole, um suspiro
Mentiras no ar
Tropeços no caminho
Tortuoso
Gélido
Mentiras...
Soneguei espaço
Derramei gotas no oceano
Efeitos de menina
Passa batom e sai
Amanhã é outro dia
Partiu...


Trouxe cheiro de jasmim
Na camisa batom de menina
No pescoço perfume de mulher
Na boca beijos de amante


Mentiras brutas,
Frouxos amasso(s)
Para poucos abraços
Tentativas insanas
Beijos sem promessas
Mentiras que escorrem
Verdades que se escondem...


Poucos dizem a verdade, e muitos escondem a mentira tão mal escondida, que quase se entregam nela própria, muitos dizem que tem contratos, que são fieis, mas na verdade são só instrumentos nas mãos alheias, são apenas trouxas de trouxas apenas, são esquecidos logo em seguida, e nada se lembrarão de terem vivido, apenas morrem e se esquecem...são esquecidos.
Por isso mais vale viver sem ter borracha, e sem rascunho de si, se fizer burradas, cair se machucar, e não der certo, pelo menos tentou, e viveu, mas jamais irá dizer que não valeu à pena, pode seres até esquecido, mas jamais serás lembrado como aquele que nunca tentou, ou que nunca viveu.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O que for melhor...





É como se eu quisesse que você escutasse meu coração, mas ao mesmo tempo, que você apenas nem ouvisse as barbaridades que ele diz, é como se eu quisesse, que você me resgatasse daqui, e ao mesmo tempo que nem visse os lugares que eu me enfio...

É como se eu quisesse que todas frutas fossem doces, mas também não quisesse isso, porque sem o amargo, como poderia me degustar com coisas diferentes;
Eu meio que me vejo indecisa, mas a verdade é que eu gosto da indecisão de não estar na frente das coisas, nem decidir que amor pode ser melhor, só quero vive-lo como se deve, apaixonante, enlouquecido, deliberadamente, desesperadamente, provocante, menos decidido e mais feroz, difícil decidir no meio de uma paixão, você conseguiria decidir algo, no fogo de uma paixão?
Tente, descubra que o amor pode nascer no meio da paixão, em meio a decisão nenhuma.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Explicações internas





Nosso coração que bate à mais de gerações, seja ele por alguém, ou por si mesmo, suporta mais coisas do que imaginamos,  muitas  vezes pensamos que ele é frágil, mas por ter sofrido tanto, vivido tanto, acredito que ele seja o bem mais valioso e forte que tem...
       Nosso cérebro se perde, se esquece e talvez nunca se lembre de fato, do que aconteceu.
       Nosso coração, apenas parece perdido, porque ele prefere assim, mas não porque aconteceu, enquanto ele se lembra de tudo, nosso cérebro esquece quem você é, quem você foi...
       E quando lhe perguntarem o que vale mais...o “sentir” das sensações distintas, ou ter a “ razão” sempre convicta...
       Já  sabe o que irá responder?
       Um coração agüenta mais as pancadas da vida e ainda continua batendo por si, enquanto seu cérebro se enfraquece que quase se entrega, mesmo ele não querendo, nem sabendo o que está fazendo, ele se rende aquilo que o consome, enquanto aquele coração que você julga fraco, e desorientado, o que sofre mais, consegue criar forças de um mundo que desconhecemos, e continua seguindo em frente.

domingo, 3 de junho de 2012

Pouco tempo...





...Quanto tempo ainda temos? Nos resta pouco tempo, pra dizer muito um pro outro? Você consegue me ouvir daí? Se você não estiver segurando minha mão quando eu morrer? Não sei se, posso morrer feliz...

Palavras podem ser necessárias
Mas gestos nos tocam mais;
Dias passando, morte súbita
De começo enterrei
Me preocupei o menos

Ousei dançar, me virar na rua
Tirar dias de folga
Deixar cair lágrimas...[alegria]

Bebo em nome da vitória da vida
Bebo em nome da sociedade em volta da morte
Canto em dias nublados
Porque parece justo
Deixar que sejam alegres
Apesar da sua aparência cinza...[triste]

Mesmo o céu sem cor
É capaz de trazer cor, nos olhos cegos...

Vire-se, e olhe à sua volta
Há mais pra ver do que tapar os olhos
E, se ver nesse ângulo não morremos
Pra viver do outro lado
Deixamos de viver nesse mundo e somos imortais?
Tem propósito morrer?
Tem propósito viver?
Só sabemos que tudo nunca acontece sem razão
Só tem explicação, quando se vai atrás
E mesmo morrendo, é a busca da explicação exata.